terça-feira, 11 de junho de 2013





A criança que você era teria orgulho do que você é hoje?









Acordei ontem e, como é de costume, dei uma olhada no Twitter, que, como dizem por aí, é uma fonte primária de informação. 
Entre notícias internacionais e ecos da madrugada, uma pergunta retuitada chamou a atenção:

A criança que você era teria orgulho do que você é hoje?


Não posso dizer ao certo como isso interviu em minha mente so posso afirmar que isso ocorreu pela minha mente durante horas do meu dia.


A gente vai vivendo, vivendo, boa parte da vida numa correria danada, que mal dá tempo pra pensar na nossa linha do tempo. Essas conexões entre passado e presente ficam meio sem liga, soltas no ar. Parece que fomos vários. Mas a verdade é que fomos – somos – um só.


 Acho que normalmente as pessoas almejam o básico: um lindo amor, uma casa bacana, uma profissão que nos faça feliz, amigos em volta. 


Se bem me lembro era isso que eu pensava, acho a criança que eu fui se orgulharia de mim hoje por ver que estou lutando para termos isso.


Saindo do básico, porém, será que a criança que eu fui talvez não pensasse em algo mais? 


Um incrível feito, um ato heroico, uma atitude que mudasse o mundo? 


Crianças são assim.

 Eu fui assim: na minha mente moravam muitos personagens, gente que dialogava comigo dia e noite, com quem eu compartilhava acontecimentos mágicos ou simplesmente corriqueiros tipo Gabriel e Gabriela Meus amigos íntimos imaginários.

 Tenho a impressão de que aquele menino jamais se imaginaria, no futuro, numa existência banal, por melhor que fosse.



Então era isso que eu pensava, o dia todo, enquanto procurava, na minha história, aquilo de que o menino se orgulhasse. 

Confesso que eu estava hoje mesmo , quase desistindo. 

A vida e dura, mais olhamos para trás e vemos aquela criança que nao tinha tantos problemas e sua unica dor era um ferimento no joelho, causado pela queda de bicicleta.

Ter mergulhado com tubarões no havai ou voado ate Paris e escançado sobre a torre Eiffel   não se pareciam nada com o que eu creio que ela, a criança, tivesse em mente.



Mas, de repente, uma luz se acendeu. 


E eu descobri oque é aquilo que faz o menino que eu fui se orgulhar de quem eu sou.




Lá no fundo (e muitas vezes nem tanto), eu nunca deixei de ser criança, e em muitas vezes me vejo frente a frente comigo mesmo, mais uma vez..















Pensamentos de um Macleyne







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