A criança que você era teria orgulho
do que você é hoje?
Acordei ontem e, como é de costume, dei uma olhada
no Twitter, que, como dizem por aí, é uma fonte primária de informação.
Entre notícias internacionais e ecos da madrugada,
uma pergunta retuitada chamou a atenção:
A criança que você era teria orgulho do que você é
hoje?
Não posso dizer ao certo como isso interviu em
minha mente so posso afirmar que isso ocorreu pela minha mente durante horas do
meu dia.
A gente vai vivendo, vivendo, boa parte da vida
numa correria danada, que mal dá tempo pra pensar na nossa linha do tempo.
Essas conexões entre passado e presente ficam meio sem liga, soltas no ar.
Parece que fomos vários. Mas a verdade é que fomos – somos – um só.
Acho que normalmente as pessoas
almejam o básico: um lindo amor, uma casa bacana, uma profissão que nos
faça feliz, amigos em volta.
Se bem me lembro era isso que eu pensava, acho a
criança que eu fui se orgulharia de mim hoje por ver que estou lutando para
termos isso.
Saindo do básico, porém, será que a criança que eu
fui talvez não pensasse em algo mais?
Um incrível feito, um ato heroico, uma atitude que
mudasse o mundo?
Crianças são assim.
Eu fui assim: na minha mente moravam muitos
personagens, gente que dialogava comigo dia e noite, com quem eu compartilhava
acontecimentos mágicos ou simplesmente corriqueiros tipo Gabriel e Gabriela
Meus amigos íntimos imaginários.
Tenho a impressão de que aquele menino jamais
se imaginaria, no futuro, numa existência banal, por melhor que fosse.
Então era isso que eu pensava, o dia todo, enquanto
procurava, na minha história, aquilo de que o menino se orgulhasse.
Confesso que eu estava hoje mesmo , quase
desistindo.
A vida e dura, mais olhamos para trás e
vemos aquela criança que nao tinha tantos problemas e sua unica dor era um
ferimento no joelho, causado pela queda de bicicleta.
Ter mergulhado com tubarões no havai ou voado ate
Paris e escançado sobre a torre Eiffel não se
pareciam nada com o que eu creio que ela, a criança, tivesse em mente.
Mas, de repente, uma luz se acendeu.
E eu descobri oque é aquilo que faz o menino que eu
fui se orgulhar de quem eu sou.
Lá no fundo (e muitas vezes nem tanto),
eu nunca deixei de ser criança, e em muitas vezes me vejo frente a frente
comigo mesmo, mais uma vez..
Pensamentos de um Macleyne

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