My Love, My Hurt
28° Parte
Cá estamos nós mais uma vez, perdidos em meio a tantas
memórias e desejos proibidos, numa falha tentativa de arquivar tais
informações, me prestando ao papel de escritora afim de relatar aqui o que se passa em
meu amargurado peito juvenil.
É madrugada,
sábado, mas precisamente algum dia de setembro.
O ar entra de forma
brusca pela janela, fazendo com que todo calor seja banido de forma
rude e malévola, o mesmo que me faz suspirar profundamente por um
amor secreto e desinibido.
Os questionamentos
são tantos, quase impossível detalhar com clareza.
Será que vi amor onde só havia migalhas? Provável.
Será Teddy meu
urso carismático? Obviamente que não.
Talvez eu criei coisas que não são reais.
Talvez
brincar de casinha tenha ido um pouco longe demais. E nós dois sabemos disso mais gostamos do perigo e de toda a aventura.
Era para ser apenas
algo casual, uma conversa no fim de tarde, uma bebida de acordo com a
estação, mas você não pensou nas consequências, num ato
inconsciente disse o que seu coração gritava, mas lembre-se Teddy
Bear, você se permitiu me atingir, você também é culpado, e eu tolo,
aceitei essa atrocidade, afinal seu veneno tem gosto de cereja, e
talvez morrer um pouco não me faça tão mal assim, pois as vezes creio
que já estou morto a muito tempo só não quero aceitar tal condição.
O que era para ser
uma brincadeira de verão acabou por se tornar meu inferno particular, preso numa
eternidade longínqua, sou obrigado a ver aquele cujo coração foi
acorrentado ao meu ser tomado por mãos obscuras.
E não posso fazer nada para mudar o fato de que não és totalmente meu.
A dor de ver minha
obra de arte sendo cuidada por mãos tão desordeiras e despreparadas, me faz ficar enjoado, como se vomitar fosse a solução para amenizar minha dor.
Entrei de cabeça
nesse castelo e agora posso perder a cabeça e minha coroa.
Me perdi. Alguns
amigos foram longe demais, mas de longe você foi o mais agressivo e imprudente.
Agora que
conheço seu mundo e faço parte dele, mais do que deveria, consigo
ver, ja não posso mais fugir tanto da realidade com a ajuda daqueles pequenos frascos,
aqueles cubos mágicos, aquela moça verde inalante que parece ser a única saída, ou pelo menos, a mais
fácil para esconder quem sois.
Mas agora eu cai,
pensei jogar este jogo e estar no controle, quando na verdade você
era quem estava jogando e controlando todas as bases dessa ilusão
pragmática.
Ontem me peguei
chorando, algo sussurrou em meus ouvidos uma triste verdade, você
nunca está aqui, mas quando seu coração aperta, os rios sobem, a
solidão te assola e o tempo dela não esta livre a você, só assim
você se recorda que ainda permaneço aqui.
Eu não sou seu pet, não sou um animalzinho abandonado, infelizmente eu possuo sentimentos.
Eu acordei. O
encanto talvez chegou ao fim.
O que mais dói é perceber que mais uma vez
me roubaram de mim.
Esta escuro, o som não se faz presente, seis
anjos dormem ao som das lunetas atemporais, a Anciã repousa
entristecida por mais uma vez ser trocada por aquele que também deu toda sua complacência e amor uma vida toda, mas você deve estar no
quinto planeta, dormindo em ninhos venenosos, cego pela compaixão e
auto piedade.
É triste ver a morte de um ser que ainda respira.
Ja me perdi nessa
escritura toda, o que era para ser suplicas vazias se tornou mais um
trecho dessas desventuras amorosas falhas sem finais felizes.
]
Conheci um outro
alguém, meio confuso, atarefado e como você, sem tempo pra mim.
Uma hora eu aprendo,
uma hora serei tornado, farei a bagunça acontecer, mas ate lá serei calmaria, para que assim eu numa falha tentativa nos acalme e acalente.
É cansativo te
esperar. Não tenho mais tempo para isso.
Quem sabe qualquer hora a
gente fique junto, mas é provável que não.
Talvez é chegada a hora de tomar
o antídoto para o veneno que é esse seu AMOR.
Obrigado por me
fazer crer que o amor é uma doença e que você não é a cura, agora
não quero mais essa vida medíocre pra mim.
Adeus, ate logo,
talvez NUNCA MAIS Teddy, espero que suas costuras nunca se rompam ao
lado dela, nenhum cuidado será tão real e verdadeiro quanto o que eu
ainda insisto em lhe dar.
Ate qualquer final
de semana, chapados e sem rumo, os dois.