quinta-feira, 31 de outubro de 2019


 Put fire in my World 
                                                      30° Parte





Talvez a carência faça todos verem sentimentos onde na verdade só existe superficialidade e decepção.

A solidão não é tão ruim assim, é bom se conhecer de verdade afim de saber quem realmente é, o problema é que poucos sabem e agem de tal forma, sendo assim acabamos por topar com um qualquer e a cada sinal emitido uma leitura é feita, e nem sempre essas leituras são corretas, muitas dessas vezes nada é como gostaríamos que fosse de verdade.

É cansativo tentar sempre dar o melhor e ser perfeito em tudo porque no fundo ninguém é.
Nesse trecho não abordo só amores rasos, mas sim amizades rasas.
Não somos objetos de conquista, existe sentimento debaixo dessa neblina toda.

As portas podem estar fechadas, o sol pode arder de forma intensa, mas não aqui dentro, o frio chegou primeiro, as folhas já caíram, as flores murcharam.
O ar esta pesado, o corpo queima, eles gritam la de baixo chamando meu nome, talvez queiram me deixar louco ou talvez, só talvez, seja um aviso, os homens já não são mais os mesmos, ou talvez nunca foram realmente bons.

O diabo está entre nós.
Não o diabo real, mas a personificação do mal em vida carnal.
Os olhos veem o que querem ver. 

Nada é real, tudo está programado.
Se eu der a chave que abre os meus mais íntimos e secretos demônios, certamente ficarei isolado em meu complexo mundo interno em algum bosque verdejante ou se não, existe uma fogueira que me aguarda.

Eu grito, mas ninguém escuta. Eu choro mas a lágrima evapora, seria aqui o inferno?
Que mal tão grandioso eu fiz para merecer essa chuva de castigos?

Ah claro, eu sei, eu amei e fui eu mesmo, e este sem dúvida este foi meu mais terrivel pecado.

Alice está morrendo e nem a sombra do mais antigo orvalho poderá mudar esse fato. 

Quem assumira agora, em meio a tantas personalidades que possuo devidos a meus vários problemas psicológicos? 
Eis meu medo.


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   Teddy, I love u, But I love me more!
                                                                            29° Parte





Não é engraçado como as coisas podem mudar drasticamente de uma hora pra outra?
Como somos tomados por sentimentos vários que nos modelam nos tornando outra pessoa?
É cansativo viver um teatro dia após, esperando de outros receber um mínimo de aceitação, os mesmo que nem ao menos sabem quem somos de verdade.
Eu só queria poder um dia ter cem por cento de felicidade, sem precisar ficar chapado o tempo todo.

É alarmante como as pessoas julgam umas as outras descontroladamente, sem ao menos viver o que ela vive ou viveu. 

Todo vicio tem uma raiz, uma fugo para fora da realidade eu diria.

Ninguém fica fora de si por prazer ou gosto, nada mais é que um meio de escapar de toda a dor e tristeza enraizadas, sabendo disto, lembremos que cada um guarda dentro de seus corações dilacerados histórias macabras que para aquela pessoa em questão é um abismo imenso e sem fim.

Já percebeu que é raras as ocasiões em que encontramos pessoas que não possuam uma bagagem imensa de desilusões e feridas causadas por outrem, sejam eles amigos ou relacionamentos mais afetivos?

Todos estão cansados, está todo mundo sem saída, as vezes as cortinas já foram fechadas, mas nós insistimos em almejar um sol radiante, borboletas e sorrisos sinceros esquecendo que existe uma névoa obscura sobre todas as almas.

As máscaras caíram e continuam caindo.

Não sei lhes dizer se isso é bom ou ruim, uma vez que a verdade doí de forma tão sutil que nos vemos entregues sem poder lhes dizer não.

Como Clarice Lispector disse certa vez, eu desejo algo que ainda não tem nome, é uma espécie de liberdade, sem ter que pedir licença a ninguém.

Essa liberdade que faz parte de meus desejos mais íntimos não é algo sem valor e irrelevante, é algo que preciso, que desejo, que sonho constantemente.

Vocês devem despertar e ver que o mundo já não é mais o mesmo ou talvez antes a mentira era mais bem elaborada.

Tudo está girando e não está favorável a nós que somos jovens e destemidos. 

O medo chegou.

Silêncio.

Eles não podem nos ouvir.



  My Love, My Hurt
                                                                28° Parte








Cá estamos nós mais uma vez, perdidos em meio a tantas memórias e desejos proibidos, numa falha tentativa de arquivar tais informações, me prestando ao papel de escritora afim de relatar aqui o que se passa em meu amargurado peito juvenil.

É madrugada, sábado, mas precisamente algum dia de setembro. 

O ar entra de forma brusca pela janela, fazendo com que todo calor seja banido de forma rude e malévola, o mesmo que me faz suspirar profundamente por um amor secreto e desinibido.

Os questionamentos são tantos, quase impossível detalhar com clareza.

Será que vi amor onde só havia migalhas? Provável.

Será Teddy meu urso carismático? Obviamente que não.

Talvez eu criei coisas que não são reais. 
Talvez brincar de casinha tenha ido um pouco longe demais. E nós dois sabemos disso mais gostamos do perigo e de toda a aventura.

Era para ser apenas algo casual, uma conversa no fim de tarde, uma bebida de acordo com a estação, mas você não pensou nas consequências, num ato inconsciente disse o que seu coração gritava, mas lembre-se Teddy Bear, você se permitiu me atingir, você também é culpado, e eu tolo, aceitei essa atrocidade, afinal seu veneno tem gosto de cereja, e talvez morrer um pouco não me faça tão mal assim, pois as vezes creio que já estou morto a muito tempo só não quero aceitar tal condição.

O que era para ser uma brincadeira de verão acabou por se tornar meu inferno particular, preso numa eternidade longínqua, sou obrigado a ver aquele cujo coração foi acorrentado ao meu ser tomado por mãos obscuras. 
E não posso fazer nada para mudar o fato de que não és totalmente meu.

A dor de ver minha obra de arte sendo cuidada por mãos tão desordeiras e despreparadas, me faz ficar enjoado, como se vomitar fosse a solução para amenizar minha dor.

Entrei de cabeça nesse castelo e agora posso perder a cabeça e minha coroa.

Me perdi. Alguns amigos foram longe demais, mas de longe você foi o mais agressivo e imprudente. 
Agora que conheço seu mundo e faço parte dele, mais do que deveria, consigo ver, ja não posso mais fugir tanto da realidade com a ajuda daqueles pequenos frascos, aqueles cubos mágicos, aquela moça verde inalante que parece ser a única saída, ou pelo menos, a mais fácil para esconder quem sois.

Mas agora eu cai, pensei jogar este jogo e estar no controle, quando na verdade você era quem estava jogando e controlando todas as bases dessa ilusão pragmática.

Ontem me peguei chorando, algo sussurrou em meus ouvidos uma triste verdade, você nunca está aqui, mas quando seu coração aperta, os rios sobem, a solidão te assola e o tempo dela não esta livre a você, só assim você se recorda que ainda permaneço aqui. 

Eu não sou seu pet, não sou um animalzinho abandonado, infelizmente eu possuo sentimentos.

 Eu acordei. O encanto talvez chegou ao fim. 

O que mais dói é perceber que mais uma vez me roubaram de mim.

Esta escuro, o som não se faz presente, seis anjos dormem ao som das lunetas atemporais, a Anciã repousa entristecida por mais uma vez ser trocada por aquele que também deu toda sua complacência e amor uma vida toda, mas você deve estar no quinto planeta, dormindo em ninhos venenosos, cego pela compaixão e auto piedade. 

É triste ver a morte de um ser que ainda respira.

Ja me perdi nessa escritura toda, o que era para ser suplicas vazias se tornou mais um trecho dessas desventuras amorosas falhas sem finais felizes.
]
Conheci um outro alguém, meio confuso, atarefado e como você, sem tempo pra mim.

Uma hora eu aprendo, uma hora serei tornado, farei a bagunça acontecer, mas ate lá serei calmaria, para que assim eu numa falha tentativa nos acalme e acalente.

É cansativo te esperar. Não tenho mais tempo para isso. 

Quem sabe qualquer hora a gente fique junto, mas é provável que não. 

Talvez é chegada a hora de tomar o antídoto para o veneno que é esse seu AMOR.

Obrigado por me fazer crer que o amor é uma doença e que você não é a cura, agora não quero mais essa vida medíocre pra mim.

Adeus, ate logo, talvez NUNCA MAIS Teddy, espero que suas costuras nunca se rompam ao lado dela, nenhum cuidado será tão real e verdadeiro quanto o que eu ainda insisto em lhe dar.



Ate qualquer final de semana, chapados e sem rumo, os dois.



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Daniele Ophelia, o Amor Guardado no Silêncio

Capítulo IV —  Há pessoas que entram na nossa vida com a delicadeza de uma brisa e, quando partem, levam consigo um pedaço do ar. Daniele ...